Rubens tem um dom único.
Ele tem o dom de escolher os piores perfumes existentes na face da Terra.
E também tem o agravante de querer ser proporcional. Uma pessoa normal embebeda o dedo no perfume e passa em alguns pontos do corpo como pescoço e punhos. Rubens também o faz. Ele embebeda seus dedos gordos e os esfrega violentamente em alguns pontos do corpo.
O fato de seu corpo ser 150% maior que o corpo de uma pessoa normal não é desculpa pra ele comprar os perfumes em jarras de 2 litros.
Thursday, January 03, 2008
Wednesday, October 17, 2007
Thy will be done
OK
Desde os tempos mais primórdios, quando mulheres não tinham o direito de usar sutiã e máquinas a vapor movimentavam o mundo, que se conhece o conceito do proletariado.
Caso você tenha vivido em uma caverna e não tenha tido acesso a livros ou televisão pelos últimos 70 anos, o princípio de trabalhar é bem simples: seu chefe paga seu salário e você faz o que ele pede. Portanto, ele é a única pessoa a quem você deve satisfação sobre o que está ou não fazendo.
Porque esse discurso todo? Ora, porque Rubens é um idiota.

Na quinta-feira, nada menor que um holocausto eletrônico se abateu sobre o jornal. Logo pela manhã, um deles não ligava - problema na placa de vídeo. Chamamos o técnico e ele só apareceria quase 4 horas depois, alegando "muito serviço lá no trampo uhshuashusauhas". Nesse meio tempo, o principal computador - que não por acaso sou eu quem usa - fez aquele barulho oco do apocalipse:
- Pof
Era a fonte. Duas fontes queimaram em menos de um mês no mesmo computador. Todos os outros já tiveram fontes queimadas em sentido horário. Enfim, estávamos sem dois computadores. Me ocorreu a idéia de pegar o computador da minha casa e trazer pra cá, afinal alguém tem que mexer a bunda pra sair jornal. Trouxe minha máquina, instalei, fiz funcionar. Ok, temos três computadores mas
NÃO TEMOS EMAILS!
Os dois emails que possuímos estavam configurados justamente nos dois computadores que foram visitar o limbo. Tudo que havíamos recebido na semana passada se perdeu, juntamente com todos os arquivos que ficavam nos dois computadores (programas, edições passadas). Estávamos numa situação parecida com andar de avião na Idade da Pedra.
Eis que ouço passos.
- OI GENTE BOM DIA BOM DIA RAFINHA ME FAZ UM FAVOR?
Rubens chega. Senta. Pede. Não necessariamente nessa ordem.
Não fosse o bastante pedir para alterar uns cartões - serviço particular, nada ligado ao jornal, mas ele pensa que sou acessor de marketing dele - Rubens quer que eu me dedique exclusivamente para serviços referentes a ele.
2 horas, 6 páginas e duas publicidades depois, praticamente toda a matéria de Rubens estava pronta. Faltava apenas criar a arte para um aniversário de um mês (?!), que deixei por último por ser um saco para fazer.
O jornal estava literalmente parado. Nenhuma das 32 páginas do caderno haviam sido fechadas, e já eram quase 4 horas da tarde. Peguei outra arte para fazer, de uma entrega de brinquedos. Como o cliente era grande, me dediquei a isso com muito mais interesse do que qualquer publicidade de Rubens, que começou a ficar puto.
- Rafinha, tem como você fechar minha parte agora? Pra me liberar, né
- Não, deixa eu terminar aqui.
E a cobrança continuou por quase uma hora e meia. Era como você jogar uma partida de futebol inteira com o cara do teu lado gritando "passa a bola, quero jogar".
- Rafinha, posso fazer um comentário?
- ...
- Fecha minhas coisas depois você termina as do Fioravante.
- Não cara, tô fazendo isso agora, espera um pouco.
...
- Rafinha, posso fazer mais um comentário?
- Pode, cara.
- Termina o aniversário, digo, parabenização (ele usou mesmo esse termo) de um mês de vida, é um menino que nasceu sem as mãos, olha a foto dele aqui *abre a foto* vem ver
- Cara, depois eu vejo, sério.
- Ok, não, tudo bem, não, sério, tudo bem.
Na próxima eu ia explodir, ele ia conhecer todo o poder do meu Ki.
- Rafael, eu acho errado o que você está fazendo.
- Como assim?
- Você devia fechar minha parte pra depois fazer as outras coisas.
Não deu outra.
- Cara, não! Eu já fechei tuas 6 páginas de matéria, mais as duas publicidades. Esse aniversário..
- Não é aniversário, é parabenização (ele usou de novo, sério) de um mês do garoto e..
- Tá, tá, isso aí eu faço em coisa de 10 minutos. Você vai esperar eu terminar essa publicidade pra depois eu terminar tua parte. Agora você espera.
- Não Rafinha, você tem que terminar a minha parte, pô. - Rubens aumenta satisfatoriamente o tom de voz - Tenho que terminar minha parte porque tenho ônibus pra pegar, não quero ficar aqui não, quero ir pra casa! Você tinha que fazer tudo que eu tenho depois fazer o jornal.
- Cara, eu trabalho pra você?
- Não, mas
- Não, não trabalho pra ti, trabalho pro jornal. Agora espera.
- Não, tudo bem, tudo bem, ok, tudo bem, eu entendo, ok, tudo bem.
Rubens não me dirigiu a palavra durante o resto da tarde. Fiz a arte da PARABENIZAÇÃO DO MOLEQUE QUE NASCEU SEM MÃOS em menos de 10 minutos. Aliás, o texto que ele deixou pra colocar na foto (coisa de quem acabou de conhecer o Photoshop e fica fazendo montagem) era horrível e mal escrito. Tive que corrigir umas 4 vezes antes de ele se dar por satisfeito.
Mesmo com todos os problemas da quinta-feira, na segunda Rubens foi o primeiro a criticar. A edição saiu com vários erros (se não houvesse erros, queria meu salário dobrado), mas Rubens foi o único a vir cobrar satisfação.
- Rafinha, tenho uma crítica a fazer
- tá
- Cê viu o que saiu errado no jornal?
- Não, não leio jornal :)
- Não saiu uma propaganda e bla bla bla mi mi mi mi mimimi
Eu acho uma PUTA falta de consideração fazer isso. Com todo o desespero que a gente trabalha, trazendo ferramentas DE CASA pra fazer o trabalho que o próprio dono do jornal teria que ter dado um jeito e arrumando o resto dos LIXOS que eles pensam se tratar de computadores, ainda vem neguinho querendo pagar de gostoso na frente de cliente.
Se fosse possível, gostaria de dizer na cara do próprio Rubens algumas palavras de incentivo. Como essas:
Hahaha, ele acaba de chegar. Vou lá dar um abraço naquela pança gorda e mole.
*Rubens contraiu uma "infecção nas nádegas" porque não limpou a bunda direito no hospital, então o tecido ficou necrosado. Todos os dias ele vai ao hospital pedir para um enfermeiro cortar a pele necrosada da bunda. Céus, que linda cena.
Desde os tempos mais primórdios, quando mulheres não tinham o direito de usar sutiã e máquinas a vapor movimentavam o mundo, que se conhece o conceito do proletariado.
Caso você tenha vivido em uma caverna e não tenha tido acesso a livros ou televisão pelos últimos 70 anos, o princípio de trabalhar é bem simples: seu chefe paga seu salário e você faz o que ele pede. Portanto, ele é a única pessoa a quem você deve satisfação sobre o que está ou não fazendo.
Porque esse discurso todo? Ora, porque Rubens é um idiota.

Na quinta-feira, nada menor que um holocausto eletrônico se abateu sobre o jornal. Logo pela manhã, um deles não ligava - problema na placa de vídeo. Chamamos o técnico e ele só apareceria quase 4 horas depois, alegando "muito serviço lá no trampo uhshuashusauhas". Nesse meio tempo, o principal computador - que não por acaso sou eu quem usa - fez aquele barulho oco do apocalipse:
- Pof
Era a fonte. Duas fontes queimaram em menos de um mês no mesmo computador. Todos os outros já tiveram fontes queimadas em sentido horário. Enfim, estávamos sem dois computadores. Me ocorreu a idéia de pegar o computador da minha casa e trazer pra cá, afinal alguém tem que mexer a bunda pra sair jornal. Trouxe minha máquina, instalei, fiz funcionar. Ok, temos três computadores mas
NÃO TEMOS EMAILS!
Os dois emails que possuímos estavam configurados justamente nos dois computadores que foram visitar o limbo. Tudo que havíamos recebido na semana passada se perdeu, juntamente com todos os arquivos que ficavam nos dois computadores (programas, edições passadas). Estávamos numa situação parecida com andar de avião na Idade da Pedra.
Eis que ouço passos.
- OI GENTE BOM DIA BOM DIA RAFINHA ME FAZ UM FAVOR?
Rubens chega. Senta. Pede. Não necessariamente nessa ordem.
Não fosse o bastante pedir para alterar uns cartões - serviço particular, nada ligado ao jornal, mas ele pensa que sou acessor de marketing dele - Rubens quer que eu me dedique exclusivamente para serviços referentes a ele.
2 horas, 6 páginas e duas publicidades depois, praticamente toda a matéria de Rubens estava pronta. Faltava apenas criar a arte para um aniversário de um mês (?!), que deixei por último por ser um saco para fazer.
O jornal estava literalmente parado. Nenhuma das 32 páginas do caderno haviam sido fechadas, e já eram quase 4 horas da tarde. Peguei outra arte para fazer, de uma entrega de brinquedos. Como o cliente era grande, me dediquei a isso com muito mais interesse do que qualquer publicidade de Rubens, que começou a ficar puto.
- Rafinha, tem como você fechar minha parte agora? Pra me liberar, né
- Não, deixa eu terminar aqui.
E a cobrança continuou por quase uma hora e meia. Era como você jogar uma partida de futebol inteira com o cara do teu lado gritando "passa a bola, quero jogar".
- Rafinha, posso fazer um comentário?
- ...
- Fecha minhas coisas depois você termina as do Fioravante.
- Não cara, tô fazendo isso agora, espera um pouco.
...
- Rafinha, posso fazer mais um comentário?
- Pode, cara.
- Termina o aniversário, digo, parabenização (ele usou mesmo esse termo) de um mês de vida, é um menino que nasceu sem as mãos, olha a foto dele aqui *abre a foto* vem ver
- Cara, depois eu vejo, sério.
- Ok, não, tudo bem, não, sério, tudo bem.
Na próxima eu ia explodir, ele ia conhecer todo o poder do meu Ki.
- Rafael, eu acho errado o que você está fazendo.
- Como assim?
- Você devia fechar minha parte pra depois fazer as outras coisas.
Não deu outra.
- Cara, não! Eu já fechei tuas 6 páginas de matéria, mais as duas publicidades. Esse aniversário..
- Não é aniversário, é parabenização (ele usou de novo, sério) de um mês do garoto e..
- Tá, tá, isso aí eu faço em coisa de 10 minutos. Você vai esperar eu terminar essa publicidade pra depois eu terminar tua parte. Agora você espera.
- Não Rafinha, você tem que terminar a minha parte, pô. - Rubens aumenta satisfatoriamente o tom de voz - Tenho que terminar minha parte porque tenho ônibus pra pegar, não quero ficar aqui não, quero ir pra casa! Você tinha que fazer tudo que eu tenho depois fazer o jornal.
- Cara, eu trabalho pra você?
- Não, mas
- Não, não trabalho pra ti, trabalho pro jornal. Agora espera.
- Não, tudo bem, tudo bem, ok, tudo bem, eu entendo, ok, tudo bem.
Rubens não me dirigiu a palavra durante o resto da tarde. Fiz a arte da PARABENIZAÇÃO DO MOLEQUE QUE NASCEU SEM MÃOS em menos de 10 minutos. Aliás, o texto que ele deixou pra colocar na foto (coisa de quem acabou de conhecer o Photoshop e fica fazendo montagem) era horrível e mal escrito. Tive que corrigir umas 4 vezes antes de ele se dar por satisfeito.
Mesmo com todos os problemas da quinta-feira, na segunda Rubens foi o primeiro a criticar. A edição saiu com vários erros (se não houvesse erros, queria meu salário dobrado), mas Rubens foi o único a vir cobrar satisfação.
- Rafinha, tenho uma crítica a fazer
- tá
- Cê viu o que saiu errado no jornal?
- Não, não leio jornal :)
- Não saiu uma propaganda e bla bla bla mi mi mi mi mimimi
Eu acho uma PUTA falta de consideração fazer isso. Com todo o desespero que a gente trabalha, trazendo ferramentas DE CASA pra fazer o trabalho que o próprio dono do jornal teria que ter dado um jeito e arrumando o resto dos LIXOS que eles pensam se tratar de computadores, ainda vem neguinho querendo pagar de gostoso na frente de cliente.
Se fosse possível, gostaria de dizer na cara do próprio Rubens algumas palavras de incentivo. Como essas:
Caro Rubens
Com toda a humildade e sinceridade que são características da sua pessoa, VÁ TOMAR NO SEU CU NECROSADO*.
Atenciosamente,
Raphs
Hahaha, ele acaba de chegar. Vou lá dar um abraço naquela pança gorda e mole.
*Rubens contraiu uma "infecção nas nádegas" porque não limpou a bunda direito no hospital, então o tecido ficou necrosado. Todos os dias ele vai ao hospital pedir para um enfermeiro cortar a pele necrosada da bunda. Céus, que linda cena.
Thursday, September 20, 2007
A apostila definitiva da discussão adulta
Nosso amigo Rubens nos ensina a conversar como pessoas adultas e que dialogam.
Quando você estiver errado, tente desconversar.
- OLHA VOCÊ ATRASA TUDO, A GENTE TINHA COMBINADO E VOC...
- tá, já entendi, tá, tudo bem, vamos parar por aqui antes que piore...
- NÃO, AGORA VOU FALAR TUDO, A GENTE TINHA COMBINADO TUDO CERTINHO, TODOS TÍNHAMOS CRONOGRAMAS A SEGUIR E VOC...
- não, tudo bem, tudo bem, eu entendo, vamos parar por aqui, chega...
E quando você pensa estar certo, pressione.
- E quanto vocês cobram de aluguel aí?
- 7.400 reais
- Não, não tem condições de pagar tudo isso - Rubens interrompe.
- Mas é o que tão cobr... - a outra pessoa tenta falar, sem sucesso.
- Não, espera, espera, deixa eu falar, por favor, por favor, deixe eu falar. Não temos condições de bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla - e começa a falar sem parar nem dar espaço para o outro falar também.
- Mas... mas...
- Não, espera, deixa eu terminar, por favor, deixa eu terminar. Porque bla blabla bla bla bla blablabla e bla...
Fik a dik
Quando você estiver errado, tente desconversar.
- OLHA VOCÊ ATRASA TUDO, A GENTE TINHA COMBINADO E VOC...
- tá, já entendi, tá, tudo bem, vamos parar por aqui antes que piore...
- NÃO, AGORA VOU FALAR TUDO, A GENTE TINHA COMBINADO TUDO CERTINHO, TODOS TÍNHAMOS CRONOGRAMAS A SEGUIR E VOC...
- não, tudo bem, tudo bem, eu entendo, vamos parar por aqui, chega...
E quando você pensa estar certo, pressione.
- E quanto vocês cobram de aluguel aí?
- 7.400 reais
- Não, não tem condições de pagar tudo isso - Rubens interrompe.
- Mas é o que tão cobr... - a outra pessoa tenta falar, sem sucesso.
- Não, espera, espera, deixa eu falar, por favor, por favor, deixe eu falar. Não temos condições de bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla - e começa a falar sem parar nem dar espaço para o outro falar também.
- Mas... mas...
- Não, espera, deixa eu terminar, por favor, deixa eu terminar. Porque bla blabla bla bla bla blablabla e bla...
Fik a dik
Tuesday, July 31, 2007
PUTA QUE PARIU!
SERÁ QUE É PEDIR MUITO QUE ANTES DE MEXER NO COMPUTADOR, SEJA NECESSÁRIO SABER MEXER?
SERÁ QUE É PEDIR MUITO QUE ANTES DE MEXER NO COMPUTADOR, SEJA NECESSÁRIO SABER MEXER?
Tuesday, March 13, 2007
Ele gosta de comer o dos outros.
Bom, hoje Rubens ganhou uma cesta. Rubens exibiu sua cesta para todas as pessoas do jornal.
- Olha [nome], a cesta que eu ganhei!!!! *sorriso gigantesco*
Isso é normal, as pessoas podem ganhar cestas de chocolates. Porém, se fosse meu caso, se eu recebesse uma cesta repleta de chocolates no meu trabalho, eu ao menos ofereceria por pura educação.
Rubens não fez isso.
Rubens não perde a oportunidade de dizer uma das palavras mágicas. As diz até demais, na verdade. Obrigado, por favor e desculpe são ditas ao menos 700 vezes a cada dia da vida de Rubens.
Ele não sabe dizer "Está servido?" ou "Você quer?". Mas sabe dizer com maestria um "Eu querooo!!!". Minutos depois de receber sua cesta, Ermenegilda, nossa agradável secretária comprou alguma guloseima e se dirigiu à "cozinha" para comer. Rubens, ao avistar a comida já disparou seu ENSARE PSICOLÓGICO, vulgo "Eu querooooo" e Ermenegilda teve que repartir seu lanche com Rubens, por educação.
Isso porque ele tinha acabado de guardar sua deliciosa cesta de quitutes na geladeira.
- Cuidado pra fechar a geladeira, hein Rafinha.
- ...
- Fechou a geladeira certinho?
- Fechei.
- Certeza? Olha lá.
- Pffff
Porém, há uma coisa engraçada nisso tudo:
...
ELE NÃO PODE COMER HAHAHAHA
Com uma crise de diabetes, Rubens não pode consumir açúcares senão começa a ficar tonto e até mesmo desmaios, crises nervosas ou urinar descontroladamente nas próprias calças. Isso significa que ele vai ter que dar um calmante nas suas próprias lumbrigas e sofrer com o ENSNARE PSICOLÓGICO alheio por um bom tempo, antes de pensar em comer um daqueles chocolates.
A vingança é um prato que se come frio, mas se dá muita risada durante a refeição.

FELIZ PÁSCOA, RUBENS
- Olha [nome], a cesta que eu ganhei!!!! *sorriso gigantesco*
Isso é normal, as pessoas podem ganhar cestas de chocolates. Porém, se fosse meu caso, se eu recebesse uma cesta repleta de chocolates no meu trabalho, eu ao menos ofereceria por pura educação.
Rubens não fez isso.
Rubens não perde a oportunidade de dizer uma das palavras mágicas. As diz até demais, na verdade. Obrigado, por favor e desculpe são ditas ao menos 700 vezes a cada dia da vida de Rubens.
Ele não sabe dizer "Está servido?" ou "Você quer?". Mas sabe dizer com maestria um "Eu querooo!!!". Minutos depois de receber sua cesta, Ermenegilda, nossa agradável secretária comprou alguma guloseima e se dirigiu à "cozinha" para comer. Rubens, ao avistar a comida já disparou seu ENSARE PSICOLÓGICO, vulgo "Eu querooooo" e Ermenegilda teve que repartir seu lanche com Rubens, por educação.
Isso porque ele tinha acabado de guardar sua deliciosa cesta de quitutes na geladeira.
- Cuidado pra fechar a geladeira, hein Rafinha.
- ...
- Fechou a geladeira certinho?
- Fechei.
- Certeza? Olha lá.
- Pffff
Porém, há uma coisa engraçada nisso tudo:
...
ELE NÃO PODE COMER HAHAHAHA
Com uma crise de diabetes, Rubens não pode consumir açúcares senão começa a ficar tonto e até mesmo desmaios, crises nervosas ou urinar descontroladamente nas próprias calças. Isso significa que ele vai ter que dar um calmante nas suas próprias lumbrigas e sofrer com o ENSNARE PSICOLÓGICO alheio por um bom tempo, antes de pensar em comer um daqueles chocolates.
A vingança é um prato que se come frio, mas se dá muita risada durante a refeição.

FELIZ PÁSCOA, RUBENS
Monday, March 05, 2007
Por trás, heh
Se tem algo que me deixa cabulosamente nervoso é mostrar curiosidade mórbida pelo que estou fazendo.
Rubens, neste exato momento, parou tudo o que estava fazendo e começou a mostrar interesse pelo meu trabalho. Na verdade, ele não está fazendo nada a não ser conversar no Google Talk com sua namorada. Ele parou sua interessantíssima conversa para simplesmente tombar seu imenso corpo para o lado e ver o que eu estava fazendo.
Pode parecer mesquinho e egoísta mas, porra, isso é dinossáuricamente desagradável. O pior é que isso faz parte do meu trabalho. Não aguentar o Rubens, mas ter pessoas observando o que estou fazendo a todo momento.
Às vezes alguém chega nas minhas costas (ui), pede pra eu montar certa propaganda e fica esperando, SENTADO ATRÁS DE MIM, OBSERVANDO TUDO O QUE FAÇO. Pra mim, isso é como amarrar seus braços nos seus tornozelos com correntes. Então, a montagem da propaganda que antes parecia algo fácil se torna tão difícil quanto urinar em mictórios públicos (o que é um grande desafio para mim).
Estou contando. Já foram 6 olhadas para meu monitor até agora. Mais uma e ele vai ver o monitor muito mais de perto.
Rubens, neste exato momento, parou tudo o que estava fazendo e começou a mostrar interesse pelo meu trabalho. Na verdade, ele não está fazendo nada a não ser conversar no Google Talk com sua namorada. Ele parou sua interessantíssima conversa para simplesmente tombar seu imenso corpo para o lado e ver o que eu estava fazendo.
Pode parecer mesquinho e egoísta mas, porra, isso é dinossáuricamente desagradável. O pior é que isso faz parte do meu trabalho. Não aguentar o Rubens, mas ter pessoas observando o que estou fazendo a todo momento.
Às vezes alguém chega nas minhas costas (ui), pede pra eu montar certa propaganda e fica esperando, SENTADO ATRÁS DE MIM, OBSERVANDO TUDO O QUE FAÇO. Pra mim, isso é como amarrar seus braços nos seus tornozelos com correntes. Então, a montagem da propaganda que antes parecia algo fácil se torna tão difícil quanto urinar em mictórios públicos (o que é um grande desafio para mim).
Estou contando. Já foram 6 olhadas para meu monitor até agora. Mais uma e ele vai ver o monitor muito mais de perto.
Tuesday, February 13, 2007
Não tô te criticando também, cara.
É incrível como certas pessoas têm a capacidade de ser inconvenientes e desrespeitosas ao extremo, a ponto de fazer a situação ficar saturada a ponto de passar do "ok, isso foi ruim, não gostei" e chegar ao "Vá se foder com força."
Todos os comentários postados antes sobre Rubens foram feitos de forma bem-humorada (indignada, porém bem-humorada), mas chega um ponto na vida do homem que ele tem que deixar de ser legal e dar risada a dar um belo de um esporro e esboçar alguma reação mais forte, se é que me entendem.
Ok, não entendem. Percebi que durante o post não coloquei nenhuma imagem, então lá vai um desenho do Rubens.

Essa semana não haveria edição do jornal. Não trabalharíamos, como sempre foi. Jamais o Jornal foi publicado na semana antes do carnaval (na verdade, nunca foi publicado na semana do Carnaval, mas...). Porém, Cristia... ops, Rubens não fôra informado disso e chegou cedinho para trabalhar na terça-feira (no caso, hoje). Encontrando a porta da diagramação fechada, ele prontamente liga aqui em casa.
- Rafinha, qual o horário que você vem trabalhar mesmo? - com ironia.
- Essa semana não tem jornal, cara.
- Tá, mas eu tô aqui, vem abrir a porta aqui pra mim. - com ironia.
- Não tem jornal, o quê ce iria fazer aê?
- Adiantar pra semana que vem.
Nisso tudo bem, de certa forma ele até me ajuda. PORÉM, AO RECEBER UM SONORO NÃO COMO RESPOSTA ele vai reclamar com ninguém menos que o dono do jornal, o rabugento Augustinho. Augustinho é conhecido por sermões intermináveis, que segundo o próprio Augustinho serviram de base para Fidel Castro, que fez de Cuba o lixo que é hoje graças ao próprio Augustinho. Se eu fosse detalhar cada história que Augustinho conta, este seria o maior post da história dos blogs. Afinal teria que refazer a história da humanidade, sempre colocando o nome de Augustinho como Criador, primeiro espécime da raça humana, enfim. Rubens foi fazer sua reclamação e Augustinho a aceitou. De pronto, ligou aqui em casa e quis falar comigo, mas eu disse que poderia passar lá para conversar.
Algumas pessoas têm o dom de crescer infinitamente pelo telefone. Se tornam mais fortes, mais poderosas e adquirem a maior Genki-dama já vista em questão de segundos e alguns tons de voz mais altos. Augustinho é o líder supremo, presidente de honra e sócio majoritário desse grupo de pessoas.
Após longo discurso que pode ser resumido em "Eu tenho 71 anos e já comi mais mulheres que você, porém paguei para comer a maioria delas e por isso devo ter todos os tipos de Sífilis", após Rubens receber um esporro gigante meu e ficar do tamanho de uma ervilha, recorrendo ao uso da expressão "somos todos aimgos aqui, não tô te criticando" e após (finalmente) conseguir achar uma brecha no papo sobre pênis masculinos (acredite, Augustinho estava falando dos seus amigos bem-dotados e se vangloriando por estar sustentando 4 mulheres que não dão a mínima pra ele), consegui ir embora.
Soltando fumaça, volto pra lá 13:30. Ahh se eu pegar um Google Talk aberto.
Todos os comentários postados antes sobre Rubens foram feitos de forma bem-humorada (indignada, porém bem-humorada), mas chega um ponto na vida do homem que ele tem que deixar de ser legal e dar risada a dar um belo de um esporro e esboçar alguma reação mais forte, se é que me entendem.
Ok, não entendem. Percebi que durante o post não coloquei nenhuma imagem, então lá vai um desenho do Rubens.

Essa semana não haveria edição do jornal. Não trabalharíamos, como sempre foi. Jamais o Jornal foi publicado na semana antes do carnaval (na verdade, nunca foi publicado na semana do Carnaval, mas...). Porém, Cristia... ops, Rubens não fôra informado disso e chegou cedinho para trabalhar na terça-feira (no caso, hoje). Encontrando a porta da diagramação fechada, ele prontamente liga aqui em casa.
- Rafinha, qual o horário que você vem trabalhar mesmo? - com ironia.
- Essa semana não tem jornal, cara.
- Tá, mas eu tô aqui, vem abrir a porta aqui pra mim. - com ironia.
- Não tem jornal, o quê ce iria fazer aê?
- Adiantar pra semana que vem.
Nisso tudo bem, de certa forma ele até me ajuda. PORÉM, AO RECEBER UM SONORO NÃO COMO RESPOSTA ele vai reclamar com ninguém menos que o dono do jornal, o rabugento Augustinho. Augustinho é conhecido por sermões intermináveis, que segundo o próprio Augustinho serviram de base para Fidel Castro, que fez de Cuba o lixo que é hoje graças ao próprio Augustinho. Se eu fosse detalhar cada história que Augustinho conta, este seria o maior post da história dos blogs. Afinal teria que refazer a história da humanidade, sempre colocando o nome de Augustinho como Criador, primeiro espécime da raça humana, enfim. Rubens foi fazer sua reclamação e Augustinho a aceitou. De pronto, ligou aqui em casa e quis falar comigo, mas eu disse que poderia passar lá para conversar.
Algumas pessoas têm o dom de crescer infinitamente pelo telefone. Se tornam mais fortes, mais poderosas e adquirem a maior Genki-dama já vista em questão de segundos e alguns tons de voz mais altos. Augustinho é o líder supremo, presidente de honra e sócio majoritário desse grupo de pessoas.
Após longo discurso que pode ser resumido em "Eu tenho 71 anos e já comi mais mulheres que você, porém paguei para comer a maioria delas e por isso devo ter todos os tipos de Sífilis", após Rubens receber um esporro gigante meu e ficar do tamanho de uma ervilha, recorrendo ao uso da expressão "somos todos aimgos aqui, não tô te criticando" e após (finalmente) conseguir achar uma brecha no papo sobre pênis masculinos (acredite, Augustinho estava falando dos seus amigos bem-dotados e se vangloriando por estar sustentando 4 mulheres que não dão a mínima pra ele), consegui ir embora.
Soltando fumaça, volto pra lá 13:30. Ahh se eu pegar um Google Talk aberto.
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